|
Em 2024, o Distrito Federal registrou perto de 100 casos prováveis de dengue por mil habitantes, três vezes a média nacional.
|
A conta desta seção usa divisão. O total de casos prováveis do ano, dividido pela população, dá a taxa por habitante. Multiplicada por mil, a taxa vira casos por mil habitantes, a medida que permite comparar um estado pequeno com um grande.
No Brasil, 6,6 milhões de casos divididos por 203 milhões de habitantes, a população do Censo 2022 do IBGE, dão 0,032. Por mil habitantes, perto de 32 casos.
No Distrito Federal, perto de 280 mil casos prováveis para 2,8 milhões de moradores dão perto de 100 por mil. Um em cada dez moradores entrou no Sinan com dengue em 2024.
| Distrito Federal | perto de 100 | | Minas Gerais | perto de 80 | | Paraná | perto de 55 | | São Paulo | perto de 48 | | Brasil | perto de 32 |
Minas Gerais teve o maior total absoluto do país depois de São Paulo, com perto de 1,7 milhão de casos para 20,5 milhões de moradores. São Paulo somou perto de 2,1 milhões, mas com 44 milhões de habitantes a taxa ficou abaixo da mineira.
A ordem muda conforme a medida. Pelo total, São Paulo lidera. Por habitante, o Distrito Federal fica na frente com folga. As duas listas respondem perguntas diferentes: a primeira mede o tamanho da carga nos hospitais, a segunda mede a chance de um morador pegar a doença.
O Norte e boa parte do Nordeste ficaram abaixo da média nacional em 2024. Em estados como Roraima e Sergipe, a taxa não chegou a 5 casos por mil, pelo mesmo painel.
As mortes pedem outra divisão. Perto de 6 mil mortes confirmadas sobre 6,6 milhões de casos prováveis dão perto de 0,9 morte a cada mil casos. Em 2015, a conta deu perto de 0,6 a cada mil.
A letalidade (a parcela de doentes que morre) subiu pouco. O que multiplicou as mortes foi o número de doentes: com quatro vezes mais casos, a mesma letalidade já entregaria quatro vezes mais mortes.
A vacina Qdenga, do laboratório Takeda, entrou no SUS em fevereiro de 2024, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em municípios selecionados. Com duas doses e três meses entre elas, o efeito sobre a série de 2024 foi pequeno.
O Instituto Butantan desenvolve uma vacina de dose única contra os quatro tipos do vírus. A Anvisa aprovou o registro em 2025, e a ampliação da vacinação aparece só nos anos seguintes da série.
|