A resposta de ontem Quanto a União pagou a José Pereira Ferreira em 2003? R$ 52 mil. A Lei 10.706, de 30 de julho de 2003, autorizou a União a pagar o valor a José Pereira Ferreira como parte do acordo de solução amistosa firmado com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, no qual o Brasil reconheceu a responsabilidade pelo caso da Fazenda Espírito Santo, no sul do Pará. |
Pela PNAD Contínua, do IBGE, a taxa de sindicalização (a parte dos ocupados associada a um sindicato) foi de 16,1% em 2012, 14,4% em 2017, 11,2% em 2019 e 8,4% em 2023.
Em pessoas, o IBGE contou 14,4 milhões de sindicalizados em 2012 e 8,4 milhões em 2023. Sumiram 6 milhões de associados em 11 anos, enquanto o total de ocupados no país cresceu.
2023 marcou o menor percentual da série, que começa em 2012. Dos perto de 100 milhões de ocupados daquele ano, mais de 91 milhões não eram sócios de sindicato nenhum.
A queda começou antes da reforma. De 2012 a 2017, a taxa perdeu 1,7 ponto percentual, num período com a recessão de 2015 e 2016, quando o emprego com carteira encolheu e os sindicatos perderam base.
Depois, a descida acelerou. De 2017 a 2019, foram 3,2 pontos em dois anos, quase o dobro do recuo dos cinco anos anteriores. Em 2018, o primeiro ano inteiro sem o desconto automático, a taxa ficou em 12,5%.
A regra que separa os dois ritmos está num artigo só da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), reescrito pela reforma:
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“O desconto da contribuição sindical está condicionado à autorização prévia e expressa dos que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional.”
CLT, artigo 579, redação da Lei 13.467, 2017
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O artigo segue valendo. Quem quer pagar assina a autorização; quem não assina não tem nada descontado em março.
O IBGE não divulgou a taxa de 2020 e 2021, anos em que a coleta da pesquisa mudou por causa da pandemia. A série volta em 2022, com 9,2%, e desce de novo no ano seguinte.
O mercado de trabalho também mudou de forma. Cresceram o trabalho por conta própria, o motorista e o entregador de aplicativo, grupos em que o sindicato de empregado quase não chega.
A rotatividade pesa também. Quem troca de emprego muda de categoria, de base territorial e de sindicato, e a filiação antiga fica para trás sem que ninguém peça a nova.
Mesmo entre os empregados com carteira, onde a filiação sempre foi maior, a taxa caiu. O setor público segue com a maior proporção de associados, pela mesma pesquisa.
Fonte e método: IBGE, PNAD Contínua, características adicionais do mercado de trabalho, 2012 a 2023; CLT, artigo 579; arredondamento desta edição.
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