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I O Gráfico do Dia
De 11,8 para 24,3 a cada cem
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Pelo Vigitel, a obesidade atingiu 11,8% dos adultos das capitais em 2006, 17,4% em 2012, 20,3% em 2019 e 24,3% em 2023.
Em adultos a cada cem, a diferença entre a primeira e a última rodada do gráfico é de 12,5. Em 2006, perto de 12 em cada cem adultos das capitais tinham obesidade. Em 2023, perto de 24.
A proporção dobrou em 17 anos. Na média do período, a série ganhou perto de 0,7 adulto com obesidade a cada cem por ano.
O ritmo mudou ao longo do caminho. De 2006 a 2012, a alta foi de 5,6 a cada cem em seis anos, perto de 0,9 por ano.
De 2012 a 2019, a subida perdeu força: 2,9 a cada cem em sete anos, perto de 0,4 por ano. Foi o trecho mais lento da série.
De 2019 a 2023, a alta voltou a acelerar, com 4 a cada cem em quatro anos, perto de 1 por ano. O trecho inclui a pandemia de covid-19, com escolas fechadas, trabalho em casa e menos deslocamento a pé.
O relatório não atribui a aceleração a uma causa única. A pesquisa mede a proporção de adultos acima do corte, e não mede o motivo de cada um ter chegado lá.
O mesmo relatório traz a conta capital por capital, para cada uma das 27 cidades, separada por sexo, faixa de idade e anos de escola. A seção III mostra onde achar a tabela da sua capital.
A amostra de cada capital é menor que a do conjunto, e o valor de uma cidade isolada oscila mais de um ano para o outro. O número das capitais somadas é o mais estável da pesquisa.
A Organização Mundial da Saúde já tratava a alta da obesidade como problema de saúde pública no relatório técnico que publicou sobre o tema em 2000:
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“A obesidade é hoje tão comum na população mundial que começa a substituir a desnutrição e as doenças infecciosas como o fator mais importante de problemas de saúde.”
Organização Mundial da Saúde, Obesity: Preventing and Managing the Global Epidemic (Obesidade: prevenir e controlar a epidemia global), 2000
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O gráfico mostra a parte mensurável desse alerta nas capitais brasileiras: a fatia de adultos acima do IMC 30, rodada após rodada, desde 2006.
Fonte e método: Ministério da Saúde, Vigitel, relatórios de 2006, 2012, 2019 e 2023, proporção de adultos de 18 anos ou mais com IMC de 30 ou acima, conjunto das 26 capitais e do Distrito Federal, com peso e altura informados pelo entrevistado.
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II A Conta do Mês
Seis em cada dez acima do peso
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A segunda conta põe ao lado a série mais larga. Excesso de peso inclui todo adulto com IMC de 25 ou acima, e a obesidade é a parte de cima desse grupo.
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Pelo Vigitel, o excesso de peso atingiu 42,6% dos adultos das capitais em 2006 e 61,4% em 2023: 18,8 adultos a mais a cada cem.
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A tabela mostra as duas séries do Ministério da Saúde, em percentual dos adultos, para os mesmos quatro anos do gráfico.
| Ano | Obesidade | Excesso de peso | | 2006 | 11,8% | 42,6% | | 2012 | 17,4% | 51% | | 2019 | 20,3% | 55,4% | | 2023 | 24,3% | 61,4% |
Em 2006, a maioria dos adultos das capitais estava abaixo do IMC 25. A marca dos 50% foi cruzada no começo da década de 2010, e desde então o grupo com excesso de peso é maioria.
A diferença entre as duas séries mostra uma terceira faixa. Excesso de peso menos obesidade dá o sobrepeso, o IMC entre 25 e 29,9. Em 2006, eram 30,8 adultos a cada cem nessa faixa; em 2023, 37,1.
O sobrepeso cresceu 6,3 a cada cem em 17 anos. A obesidade cresceu 12,5 no mesmo período, perto do dobro da faixa do meio.
O movimento é de deslocamento. Adultos saem do peso normal para o sobrepeso e, do sobrepeso, para a obesidade. A faixa do meio recebe gente por baixo e perde gente por cima, e assim cresce devagar.
Dentro do excesso de peso, a composição também mudou. Em 2006, os adultos com obesidade eram pouco acima de um quarto do grupo. Em 2023, chegaram perto de dois quintos.
O Vigitel cobre só as capitais e só quem atende o telefone. A Pesquisa Nacional de Saúde, a PNS, do IBGE com o Ministério da Saúde, pesou e mediu adultos de todo o país em 2019 e encontrou 25,9% com obesidade.
No mesmo ano, o Vigitel registrou 20,3% nas capitais. A diferença entre os dois valores mede, em parte, o desconto do peso dito ao telefone, e em parte a diferença entre as capitais e o país inteiro.
As duas pesquisas apontam para o mesmo lado. Com balança ou com telefone, a obesidade adulta no Brasil passou de um quinto dos adultos antes de 2020.
Na prática, a seção mostra duas linhas que andam juntas e uma faixa do meio que quase para. A alta do excesso de peso, desde 2006, veio principalmente pela faixa de cima.
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