A resposta de ontem Em que ano a fibra passou o cabo coaxial na banda larga fixa? Foi em 2020. Pelos dados de acessos da Anatel, a fibra até a casa ultrapassou o cabo coaxial das operadoras de TV paga naquele ano e não largou mais a liderança. Quem puxou a troca foram os provedores regionais, que estenderam fibra própria em cidades do interior onde as grandes operadoras nunca tinham chegado com cabo. |
Pelo SINASC, a cesárea respondia por perto de 40% dos partos do país em 1996, chegou a 50% em 2009 e a 58% em 2022; a pesquisa Nascer no Brasil, da Fiocruz, achou 46% na rede pública e 88% na rede privada.
O ano de 2009 marca a troca de lugar. Pela primeira vez desde o começo da série nacional, o SINASC registrou mais bebês nascidos por cirurgia do que por parto vaginal, e a curva nunca mais desceu abaixo da metade.
A divisão entre rede pública e privada não sai pronta do SINASC. A Declaração de Nascido Vivo registra o hospital, mas não diz quem pagou a conta do parto.
Para essa resposta, a referência mais citada é o inquérito Nascer no Brasil, coordenado pela pesquisadora Maria do Carmo Leal na Fundação Oswaldo Cruz. A equipe entrevistou perto de 24 mil mulheres em 266 hospitais em 2011 e 2012 e publicou os resultados em 2014.
No total da amostra, 52% dos partos foram cesáreas. Nos hospitais públicos, 46%. Nos privados, 88%, ou quase nove em cada dez bebês.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS, chegou a número parecido com os dados das operadoras de planos de saúde: em 2015, perto de 84% dos partos pagos por plano foram cesáreos.
A referência de 15% tem data e endereço. Saiu de uma reunião da Organização Mundial da Saúde em Fortaleza, em 1985, publicada no mesmo ano numa revista médica britânica.
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“Não há justificativa para que qualquer região tenha uma taxa de cesáreas acima de 10% a 15%.”
Organização Mundial da Saúde, Appropriate technology for birth, The Lancet, 1985
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Em 2015, a OMS revisou a frase com estudos de vários países. A nova declaração disse que taxas acima de 10% não aparecem ligadas a menos mortes de mães e bebês, e deixou de cravar um teto único para todas as populações.
No lugar do teto, a OMS passou a recomendar a Classificação de Robson, um sistema que divide as gestantes em 10 grupos (primeiro filho, cesárea anterior, gêmeos, bebê sentado), para cada hospital comparar a taxa dentro de cada grupo.
O Brasil adotou a classificação nos registros. Desde 2014, a Declaração de Nascido Vivo traz os campos que permitem encaixar cada parto num dos 10 grupos de Robson, e o painel do Ministério da Saúde já mostra as taxas assim.
Fonte e método: Ministério da Saúde, SINASC, nascidos vivos por tipo de parto, 1996 a 2022; Fiocruz, Nascer no Brasil, 2014; OMS, 1985 e 2015; arredondamento desta edição.
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